IA generativa: LLMs, prompts, RAG e agentes de IA
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AI-901Capítulo 2

Estudo para a Certificação Microsoft AI-901

IA generativa: LLMs, prompts, RAG e agentes de IA

Tokenização, transformers, embeddings, atenção, geração de conclusões, engenharia de prompts e sistemas multiagentes

Tempo de estudo sugerido: 32 minutos • Nível iniciante • Conteúdo reescrito a partir dos objetivos do Microsoft Learn

Escudo neon Microsoft Certified AI-901 Azure AI Fundamentals cercado por símbolos de IA generativa, visão, fala, nuvem e agentes

1. Introdução à

Objetivos de aprendizagem

  • Explicar como modelos de linguagem grandes e pequenos representam relações linguísticas e semânticas.
  • Descrever tokenização, vetores, embeddings, atenção, encoder, decoder e previsão de conclusões.
  • Distinguir prompts de sistema e de usuário e aplicar histórico, RAG e boas práticas de instrução.
  • Identificar os componentes de agentes de IA e a colaboração em sistemas multiagentes.

A ganhou visibilidade porque consegue produzir conteúdo novo com aparência humana, como poesia, prosa, imagens e código. O efeito pode parecer extraordinário, mas resulta da evolução de técnicas matemáticas desenvolvidas ao longo de muitos anos em estatística, ciência de dados e aprendizado de máquina.

Compreender os mecanismos em alto nível ajuda a avaliar as tecnologias atuais e a imaginar aplicações futuras. Também esclarece por que modelos generativos sustentam uma nova geração de agentes capazes de buscar informações, decidir próximos passos e executar tarefas.

O material original do Microsoft Learn pode ser acompanhado em vídeo ou em texto e imagens. A versão escrita normalmente oferece mais detalhes e pode servir de complemento à apresentação audiovisual.

2. Modelos de linguagem e previsão de conclusões

Modelos de linguagem grandes, ou LLMs, e seus parentes mais compactos, os modelos de linguagem pequenos, ou SLMs, codificam relações entre palavras, trechos e significados de um vocabulário. Essas relações permitem interpretar uma entrada em linguagem natural e gerar uma resposta coerente e pertinente.

Em essência, o treinamento ensina o modelo a concluir sequências iniciadas por um prompt. A ideia lembra o texto preditivo de um celular, porém em escala muito maior: a cada etapa, o modelo considera o que já apareceu, estima quais elementos mais influenciam a continuação e seleciona um próximo provável.

Na sequência “Eu ouvi um cachorro...”, por exemplo, “ouvi” indica que algum som deve aparecer e “cachorro” sugere sons associados a esse animal. Uma pessoa prevê “latir” porque dispõe de vocabulário, conhece estruturas da língua e associa palavras a conceitos. O treinamento procura oferecer capacidades semelhantes ao modelo.

O que sustenta uma previsão linguística.
BaseContribuição
Vocabulário amploFornece muitas unidades possíveis para formar a continuação.
Estrutura linguísticaRepresenta padrões de ordem e relações que produzem frases significativas.
SemânticaAssocia palavras e trechos a conceitos, contextos e usos semelhantes.

3. Tokenização: de texto a identificadores

O primeiro passo é construir um vocabulário muito grande a partir de extensos conjuntos de treinamento, incluindo conteúdo público da Internet e outras fontes. Modelos atuais podem trabalhar com centenas de milhares de .

não significa apenas palavra. O vocabulário também pode conter partes de palavras, sinais de pontuação e sequências frequentes de caracteres. Assim, um prefixo como “in” em “inacreditável” pode ser uma unidade independente. Cada distinto recebe um identificador inteiro único; quando o mesmo reaparece, reutiliza esse identificador.

Exemplo didático de tokenização por palavras.
ID
Eu1
ouvi2
um3
cachorro4
latir5
alto6
para7
gato8

O exemplo usa palavras inteiras apenas para facilitar a leitura. Em um sistema real, subpalavras e pontuação também participam, e o vocabulário cresce à medida que mais dados de treinamento são processados.

4. Transformer: encoder, atenção e decoder

Somente IDs não expressam significado. Cada recebe inicialmente um vetor, isto é, uma lista com vários números. O objetivo do transformer é converter esses vetores iniciais em representações que carreguem propriedades linguísticas e semânticas. Como essas propriedades ficam incorporadas aos vetores, o resultado é chamado embedding.

Uma explicação simplificada separa o transformer em dois blocos. O encoder cria embeddings usando atenção: ele examina um no contexto dos vizinhos, atribui pesos às influências e envia o resultado a uma rede neural totalmente conectada. A atenção multihead avalia diferentes características em paralelo para tornar o processo mais eficiente.

O decoder usa os embeddings para estimar o próximo de uma sequência iniciada pelo prompt. Ele também combina atenção e uma rede feed-forward. A arquitetura real possui mais detalhes; o ponto central é que a atenção captura características de cada conforme os contextos em que ele é utilizado.

Diagrama do fluxo entre tokens, encoder, embeddings, decoder e próximo token.
O SVG redesenha a arquitetura conceitual: posição e alimentam o encoder, os embeddings contextualizam a linguagem e o decoder prevê a continuação.

5. Posição, atenção e embeddings

Antes do treinamento, os valores dos vetores de podem começar aleatórios. O modelo recebe esses vetores junto de uma codificação posicional, pois a posição altera o significado e a relação entre elementos da sequência. Uma tabela didática pode mostrar apenas três dimensões, mas modelos reais usam vetores com milhares de elementos.

Durante o treinamento, a camada de atenção avalia cada no contexto. Em “Eu ouvi um cachorro latir”, “ouvi” e “cachorro” exercem mais influência sobre “latir” do que artigos ou pronomes. No início, o modelo não conhece esses pesos; a exposição repetida a grandes volumes de texto revela padrões de proximidade e frequência, e os parâmetros são ajustados de forma iterativa.

O resultado é um espaço vetorial no qual usados em situações parecidas apontam para direções semelhantes. Embeddings de “cachorro”, “filhote” e “gato” tendem a ficar mais próximos entre si do que de “carro” ou “skate”. A similaridade de cosseno fornece uma forma matemática de medir essa proximidade semântica.

Representação de embeddings em um espaço vetorial simplificado.
Vetores semanticamente próximos aparecem em direções semelhantes; um modelo real usa muito mais que três dimensões.

6. Como o decoder gera uma conclusão

Depois que os embeddings representam relações contextuais, o decoder pode prever uma continuação por . Na fase de treinamento, utiliza-se atenção mascarada: ao tentar prever uma posição, o modelo só considera os anteriores e ignora os que vêm depois.

Como a sequência correta já é conhecida durante o treinamento, a previsão pode ser comparada ao próximo real. O erro orienta ajustes nos pesos de iterações posteriores. Na geração, o próximo ainda é desconhecido; atenção e rede feed-forward avaliam candidatos, a escolha é anexada à sequência e o ciclo se repete até o modelo indicar o término.

Diante de “Quando meu cachorro era um...”, por exemplo, o contexto torna “filhote” mais provável que “gato” ou “skate”. A saída completa nasce dessa repetição de previsões condicionadas por tudo o que já foi gerado.

7. Prompts de sistema e de usuário

Prompt é a entrada enviada a um LLM para obter uma conclusão. Pode ser uma pergunta, uma ordem ou até um comentário que inicia a conversa.

Dois tipos principais de prompt.
TipoResponsabilidadeExemplo reescrito
Prompt de sistemaDefine comportamento, tom, papel e restrições permanentes da interação.Atue como assistente prestativo e responda de modo cordial.
Prompt do usuárioSolicita uma resposta para uma pergunta ou instrução específica.Resuma para um executivo os pontos de adoção de em até seis tópicos profissionais.

Em geral, a aplicação configura o prompt de sistema. O prompt do usuário pode ser escrito por uma pessoa em um chat ou montado automaticamente pela própria aplicação. A resposta deve atender à solicitação específica sem abandonar as orientações globais.

Prompts de sistema e de usuário convergindo para um modelo de linguagem.
O sistema estabelece as regras gerais; o usuário fornece a tarefa que produz uma conclusão.

8. Histórico de conversa e RAG

Aplicações conversacionais frequentemente preservam o histórico e inserem versões resumidas das interações anteriores em novos prompts. Isso mantém continuidade e permite compreender referências como “quais são os riscos de privacidade?” depois de uma resposta sobre adoção corporativa de .

Fluxo de histórico resumido para preservar o contexto da conversa.
Mensagens anteriores e a nova pergunta formam um contexto que favorece uma resposta coerente.

A geração aumentada por recuperação, ou RAG, acrescenta contexto externo. A aplicação pesquisa documentos, e-mails ou outras fontes, seleciona trechos relevantes e os inclui no prompt. Assim, a resposta fica fundamentada nos dados recuperados, em vez de depender apenas do conhecimento geral do modelo.

Um assistente de despesas, por exemplo, pode receber uma pergunta sobre o limite de viagem, pesquisar a política interna, recuperar a seção correspondente e enviá-la junto da pergunta. Sem esse processo, o modelo provavelmente daria uma orientação genérica para consultar a política; com RAG, pode responder de acordo com as regras da organização.

Fluxo de RAG entre pergunta, recuperação de documentos, prompt aumentado e resposta.
RAG conecta uma pergunta a fontes relevantes e fundamenta a conclusão do modelo.

9. Como escrever prompts melhores

A qualidade da resposta depende tanto do modelo escolhido quanto da instrução recebida. Um prompt bem planejado diminui ambiguidades e comunica de forma explícita o resultado esperado.

  • Seja claro e específico: formule a pergunta ou tarefa sem linguagem vaga.
  • Adicione contexto: informe tema, público, objetivo e formato desejado.
  • Forneça exemplos quando quiser reproduzir determinado estilo ou padrão.
  • Peça estrutura: especifique tópicos, tabelas, etapas numeradas ou outro formato útil.
Quatro recomendações para melhorar prompts.
Clareza, contexto, exemplos e estrutura tornam a intenção mais fácil de seguir.

10. Agentes de IA e sistemas multiagentes

Um agente de IA é uma aplicação baseada em que não se limita a responder: ela raciocina sobre linguagem natural, utiliza ferramentas, considera as condições do contexto e executa uma ação apropriada em nome do usuário.

Três elementos de um agente.
ElementoFunção
Modelo de linguagem grandeAtua como núcleo de compreensão de linguagem e raciocínio.
InstruçõesO prompt de sistema descreve o papel, o comportamento e os limites do agente.
FerramentasFontes de conhecimento dão acesso a buscas e bancos de dados; ferramentas de ação enviam e-mails, atualizam calendários ou controlam dispositivos.
Modelo, instruções e ferramentas reunidos em um agente de IA.
Os três componentes permitem que o assistente transforme contexto em uma ação controlada.

Vários agentes também podem colaborar. Em um sistema multiagente, cada participante recebe uma especialidade: um coleta dados, outro analisa e um terceiro executa a ação. Eles trocam prompts para determinar quais tarefas são necessárias, distribuir responsabilidades e compartilhar resultados, formando um fluxo capaz de tratar processos mais complexos.

Sistema multiagente com especialistas em coleta, análise e ação.
A coordenação por prompts permite dividir um fluxo complexo entre agentes especializados.

11. Exploração prática e verificação de conhecimentos

O exercício do módulo utiliza um chat playground para interagir com um modelo generativo e observar, na prática, o efeito de prompts de sistema, ferramentas e fundamentação com dados.

Captura de tela original do chat playground usado no exercício de IA generativa.
O print da interface real foi preservado em PNG, conforme a regra de manter capturas de tela originais.

Perguntas reescritas

  1. Qual opção descreve um LLM: um modelo para gerar texto semelhante ao humano, um modelo exclusivo para imagens ou um pequeno modelo móvel?
  2. Para que serve tokenização: ordenar palavras, dividir texto em unidades menores ou converter a mensagem diretamente em código binário?
  3. O que são embeddings: palavras extras, SLMs especializados ou vetores de que representam significado?
  4. O que faz a atenção: remove palavras, avalia relações entre próximos ou filtra conteúdo impróprio?
  5. Qual é a finalidade do prompt de sistema: oferecer contexto e instruções, escolher o sistema operacional ou armazenar preferências?
  6. No contexto de IA, o que é um agente: um sistema que realiza tarefas para o usuário, um modelo secreto ou um operador humano de escalonamento?

Gabarito comentado

  • LLM é um modelo de IA preparado para compreender e gerar texto com características humanas.
  • Tokenização divide o texto em unidades menores que recebem identificadores.
  • Embeddings são representações vetoriais que incorporam características semânticas e contextuais.
  • A atenção examina como cada se relaciona e é influenciado pelos ao redor.
  • O prompt de sistema fornece contexto global, comportamento e restrições ao modelo.
  • Agente é um sistema de IA que pode usar ferramentas e executar tarefas em nome do usuário.

12. Resumo do capítulo

  • LLMs e SLMs aprendem relações linguísticas e semânticas para prever conclusões.
  • Tokenização cria unidades com IDs; transformers convertem vetores iniciais em embeddings contextualizados.
  • Atenção, codificação posicional e similaridade vetorial explicam como o contexto e a proximidade semântica são representados.
  • O decoder usa atenção mascarada e gera a saída iterativamente, um por vez.
  • Prompts de sistema e de usuário, histórico e RAG controlam comportamento e fornecem contexto.
  • Agentes combinam modelo, instruções e ferramentas; sistemas multiagentes dividem fluxos complexos entre especialistas.