Disponibilidade de VMs, Conjuntos de Dimensionamento e dimensionamento automático
Projete para manutenções e falhas, distribua máquinas virtuais entre limites de falha e ajuste a capacidade com Conjuntos de Dimensionamento de Máquinas Virtuais e dimensionamento automático.
Tempo de estudo sugerido: 85 minutos • Nível intermediário • Reescrita autoral baseada no módulo fornecido do Microsoft Learn e conferida com a documentação vigente do Azure
Por João Ricardo Dutra••Conteúdo autoral completo
1. Incorpore continuidade a uma carga com demanda variável
Imagine um site público executado em do . O tráfego muda conforme horário, dia e campanha, mas o serviço precisa continuar acessível durante falhas de hardware e manutenção do . Um bom projeto resolve dois problemas relacionados: mantém várias instâncias em limites de falha independentes e acrescenta ou remove capacidade sem provisionar antecipadamente o maior pico possível.
Este capítulo constrói esse projeto com conjuntos e zonas de disponibilidade, domínios de atualização e de falha, dimensionamento vertical e horizontal, e dimensionamento automático. O pré-requisito é saber criar e administrar uma VM do e compreender por que uma carga precisa ser dimensionada.
Diferenciar manutenção planejada, degradação prevista de hardware e falha inesperada.
Escolher entre conjuntos e zonas de disponibilidade.
Explicar domínios de atualização e de falha.
Comparar dimensionamento vertical e horizontal.
Criar e configurar Conjuntos de Dimensionamento e o dimensionamento automático.
Disponibilidade responde onde as instâncias executam; dimensionamento responde quantas instâncias executam.
2. Planeje manutenção e tempo de inatividade
Eventos que podem afetar uma VM do .
Evento
Comportamento da plataforma
Impacto esperado
Manutenção de hardware não planejada
O detecta um componente em processo de falha e, quando possível, migra a VM ao vivo para um host íntegro.
Em geral há apenas uma pausa curta; o desempenho pode cair temporariamente antes ou durante a movimentação.
Tempo de inatividade inesperado
Uma falha súbita de host, rede, disco, energia ou rack faz a plataforma recuperar ou recriar a VM em infraestrutura íntegra no mesmo .
A VM pode reiniciar e ficar indisponível; dados locais temporários do host podem desaparecer.
Manutenção planejada da plataforma
A Microsoft distribui alterações para melhorar confiabilidade, desempenho ou segurança.
Algumas operações não interrompem; outras reiniciam VMs afetadas. A separação em domínios de atualização limita o impacto simultâneo.
A Microsoft mantém o host e a plataforma , não o sistema operacional e os aplicativos dentro de uma VM de . Aplicar patches ao convidado, atualizar aplicações, testar e definir janelas de manutenção continuam sendo responsabilidades do cliente. Uma única instância pode ser interrompida mesmo quando o a recupera corretamente; continuidade exige redundância acima da VM.
3. Use conjuntos de disponibilidade para separação por rack
Um conjunto de disponibilidade é um agrupamento lógico de VMs relacionadas. O distribui os membros entre servidores físicos, racks, armazenamento, energia e comutadores de rede para diminuir a chance de uma falha localizada ou atualização planejada atingir todas as cópias. Coloque no mesmo conjunto as máquinas que exercem a mesma função, como dois servidores Web, e use outro conjunto para uma camada diferente, como o SQL Server.
Crie o conjunto antes ou durante a criação das VMs. Uma VM só ingressa em um conjunto no momento da criação; para mudá-la, é preciso recriar a VM.
Implante pelo , /, scripts, CLI do , ou .
Use pelo menos duas instâncias e coloque o ou outro distribuidor adequado na frente delas.
Use discos gerenciados. O conjunto isola falhas de infraestrutura, mas não corrige falhas do sistema convidado nem do aplicativo.
A orientação atual prefere zonas de disponibilidade para maior resiliência contra falhas de e recomenda Conjuntos de Dimensionamento com orquestração Flexible quando for necessário o conjunto mais amplo de recursos de alta disponibilidade. Conjuntos de disponibilidade ainda são úteis em regiões ou cenários sem suporte a zonas e podem oferecer menor latência entre VMs por manter as instâncias fisicamente mais próximas.
Separe cada camada do aplicativo em seu próprio conjunto e distribua cada camada entre limites de falha.
4. Interprete domínios de atualização e de falha
Os dois limites atribuídos dentro de um conjunto de disponibilidade.
Limite
Significado
Consequência para a prova
Domínio de atualização
Grupo de VMs e hardware subjacente que pode reiniciar junto durante manutenção planejada da plataforma.
O processa um domínio por vez; apenas parte das VMs deve reiniciar. Há suporte para até 20 e cinco é um padrão comum.
Domínio de falha
Unidade física de falha cujas VMs compartilham energia e comutador de rede, comparável a um rack.
Distribua instâncias redundantes para que uma falha de rack preserve outra cópia. Um conjunto admite até três, conforme a região.
As quantidades de domínios são escolhidas na criação do conjunto e não podem ser alteradas. Quando há mais VMs que domínios de atualização, a atribuição volta a usar um domínio existente. Os discos gerenciados acompanham o domínio de falha de disco da VM. Evite desalocar a primeira VM entre implantações sequenciais quando precisar de distribuição previsível, pois certas sequências podem colocar VMs no mesmo domínio.
Armadilha da AZ-104: domínio de atualização limita o impacto da manutenção planejada; domínio de falha limita uma falha física correlacionada. Nenhum deles protege contra a perda de todo o nem contra uma versão defeituosa implantada em todas as instâncias.
5. Use zonas de disponibilidade para resiliência de
Zonas de disponibilidade são grupos fisicamente separados de um ou mais datacenters dentro de uma região. Cada zona possui energia, refrigeração e rede independentes. Distribuir instâncias entre zonas permite que a carga continue quando um grupo de datacenters falha. O também procura atualizar uma zona por vez, mas a aplicação só se beneficia se já operar em várias zonas.
Como os serviços expõem zonas.
Padrão
Comportamento
Exemplo e responsabilidade
Recurso zonal
Você fixa o recurso em uma zona lógica.
Uma VM ou disco gerenciado fica isolado de falhas de outras zonas, mas você cria as cópias e coordena o .
Recurso com redundância de zona
O serviço distribui ou replica em duas ou mais zonas.
O armazenamento com redundância de zona e serviços de dados compatíveis podem gerenciar replicação e .
Recurso não zonal
O recurso é regional, mas não explicitamente resiliente a zonas.
O decide o posicionamento; uma falha na zona física pode afetá-lo.
Os números das zonas são lógicos e podem corresponder a instalações físicas diferentes em assinaturas diferentes. Endereços públicos Standard podem ser redundantes entre zonas, zonais ou não zonais conforme a configuração e o suporte regional. Para cargas críticas, combine várias zonas com estratégia multirregional e backup; zonas não protegem contra a indisponibilidade de uma região inteira.
Um serviço resiliente a zonas precisa manter capacidade íntegra e acesso aos dados depois da perda de qualquer zona.
6. Compare dimensionamento vertical e horizontal
As duas direções do dimensionamento.
Direção
Ação
Compensação
Vertical: escalar verticalmente para cima ou para baixo
Trocar a VM por um SKU maior ou menor.
É simples para uma máquina, mas limitado pelo hardware disponível e costuma exigir reinicialização, desalocação ou reprovisionamento. Planeje parada e movimentação dos dados.
Horizontal: escalar horizontalmente para fora ou para dentro
Adicionar ou remover instâncias de VM.
É mais elástico e alcança centenas ou milhares de instâncias, mas a aplicação precisa distribuir tráfego e não depender do estado local da máquina.
O dimensionamento vertical pode ampliar um servidor para um período movimentado conhecido e reduzi-lo depois para economizar. O horizontal geralmente responde melhor à demanda variável de um site, pois acrescenta instâncias sem substituir toda a frota em execução. Reprovisionar uma substituição vertical pode interromper o serviço e exige plano de migração e reversão.
O dimensionamento vertical muda a capacidade da instância; o horizontal muda a quantidade de instâncias.
7. Compreenda os
Os criam e administram centralmente um grupo de instâncias de VM com balanceamento de carga. O grupo pode ser dimensionado manualmente, por agenda, por regras de métrica ou por padrões preditivos. Várias cópias aumentam a disponibilidade: se uma instância falhar ou estiver sendo atualizada, o tráfego alcança outra íntegra. Os casos incluem camadas Web, computação em grande escala, processamento de big data e hosts de contêineres.
distribui tráfego de camada 4; fornece roteamento de camada 7 e terminação .
Instâncias podem ser espalhadas entre domínios de falha ou zonas. O conjunto sozinho não protege contra falha de se não for multizona.
Não há tarifa separada de gerenciamento do conjunto; computação, disco, rede e recursos auxiliares são cobrados.
Os limites atuais chegam a 1.000 instâncias com imagens padrão do Marketplace ou da Galeria de Computação do e 600 com imagem gerenciada. Verifique região, cota, imagem e modo.
O modo de orquestração fica fixo depois da criação.
Modo
Modelo
Quando escolher
Flexible
Administra VMs do por um modelo unificado e pode combinar tamanhos, imagens, capacidade Spot e sob demanda, preservando isolamento por domínio de falha.
Quando precisar de recursos amplos de VM, tipos mistos, cargas com estado ou quórum, ou do modelo atual recomendado para alta disponibilidade.
Uniform
As instâncias seguem um único modelo do conjunto e uma imagem/configuração base consistente.
Quando precisar de instâncias idênticas em grande escala e de um comportamento específico da orquestração Uniform.
O export do portal apresenta Flexible como padrão recomendado para novas implantações. O modo não pode ser convertido depois; escolha pelo comportamento da carga, não apenas pelo valor inicial da tela.
O conjunto gerencia capacidade; a camada de tráfego e o posicionamento tornam essa capacidade útil.
8. Percorra as decisões de criação
No , selecione assinatura, grupo de recursos, nome, região e modo de orquestração.
Escolha imagem e arquitetura. x64 oferece a compatibilidade mais ampla; Arm64 pode melhorar preço/desempenho para imagens e aplicações compatíveis, mas meça o SKU e a carga em vez de assumir uma porcentagem fixa.
Escolha tamanho, autenticação administrativa, portas públicas de entrada, discos, rede, verificações de integridade, atualizações e gerenciamento.
Decida se são aceitáveis. O desconto inclui risco de remoção, por isso se aplica a capacidade interrompível, não à única cópia de um serviço crítico.
Defina quantidade inicial e balanceamento de carga, depois escolha a distribuição entre zonas.
Na distribuição Uniform, a dispersão máxima usa o maior número possível de domínios; a fixa exige exatamente a quantidade pedida. Uma solicitação fixa pode falhar onde a máxima ainda consegue implantar. Em geral, a Microsoft recomenda máxima dispersão, salvo topologia específica.
Revise e crie; valide integridade, posicionamento, associação ao back-end e prontidão da aplicação antes do tráfego de produção.
O tamanho determina CPU, memória, limites de disco e rede e custo horário. A interface pode exibir de 0 a 1.000 instâncias, mas limite do serviço, cota, modo, tipo de imagem, capacidade zonal e políticas da assinatura definem o que realmente pode ser criado.
9. Implemente o dimensionamento automático com intenção
O dimensionamento automático altera a capacidade para que a demanda sustentada disponha de instâncias suficientes e períodos tranquilos não mantenham máquinas desnecessárias. Ele pode usar agendas, métricas do host, métricas do convidado, telemetria do aplicativo, filas ou padrões preditivos. Dimensionar por um pico curto provoca oscilação; janela de avaliação e tempo de espera confirmam a persistência do sinal.
Configurações essenciais de um perfil.
Configuração
Objetivo
Decisão de projeto
Mínimo
Menor quantidade permitida.
Mantenha capacidade para falhas normais e tráfego base.
Máximo
Maior quantidade permitida.
Um máximo baixo é causa comum de interrupção do crescimento; cota e orçamento também precisam suportá-lo.
Padrão
Capacidade usada quando a métrica não pode ser lida ou quando um perfil agendado entra em vigor.
Mantenha entre mínimo e máximo e escolha um fallback seguro.
Regra de saída
Adiciona quantidade fixa, percentual ou cresce até um alvo quando a métrica cruza o limite.
Exemplo: CPU média acima do limite durante toda a janela.
Regra de entrada
Remove quantidade fixa, percentual ou reduz até um alvo quando a carga permanece baixa.
Use limite inferior separado e janela conservadora para evitar oscilação e perda de trabalho.
Agenda
Ativa perfil em datas, horas, dias, eventos ou ciclos conhecidos.
Provisione antes da campanha previsível, não depois que a latência aparecer.
Sinais do host incluem percentual de CPU, bytes de rede, bytes e operações de disco e créditos de CPU em tamanhos com intermitência. Contadores detalhados do convidado podem vir da extensão de diagnóstico do ; expõe tempo de resposta, desempenho de página e sessões; uma fila do representa trabalho acumulado. Agregação, operador, janela, ação e tempo de espera integram a regra.
O dimensionamento manual define diretamente a capacidade e continua útil para testes ou eventos controlados. Na redução, configure a política de exclusão e faça a aplicação drenar conexões e externalizar estado. A fonte descreve equilibrar exclusões entre zonas e depois priorizar IDs de instância mais altos; confirme a política suportada pelo modo escolhido.
O dimensionamento automático é um ciclo de feedback limitado por capacidade, tempo e comportamento seguro da aplicação.
10. Configure um perfil prático de CPU
Abra um conjunto existente e selecione Dimensionamento. Escolha capacidade manual ou dimensionamento automático personalizado.
Defina contagens padrão, mínima e máxima. A tela da fonte aceita 0 a 1.000, sujeita aos limites e cotas reais.
Crie a regra de expansão: origem, agregação, operador, limite de CPU, duração da consulta, operação de aumento, quantidade e tempo de espera.
Crie a regra de redução com limite inferior e janela normalmente igual ou mais cautelosa. Evite que as regras se combatam.
Adicione perfis recorrentes ou por data para dias úteis, noites, sazonalidade, promoções e eventos previsíveis.
Salve, acompanhe histórico e métricas no , teste os dois sentidos sob carga controlada e crie alertas para ações e falhas.
A configuração só está completa quando novas instâncias passam rapidamente pelas verificações de integridade e instâncias removidas deixam de aceitar trabalho com segurança. Tempo de inicialização da imagem, falhas de extensões, aquecimento da aplicação, investigações do balanceador e esgotamento de cota podem inutilizar uma regra matematicamente correta.
11. Avaliação do módulo explicada
Respostas e justificativas das nove questões fornecidas.
Cenário
Decisão correta
Motivo
Reduzir parada por falha de .
Implantar em zonas de disponibilidade.
As zonas usam infraestrutura independente dentro da região.
Distribuir VMs entre vários datacenters.
Usar zonas de disponibilidade.
Conjuntos separam limites locais; zonas separam grupos de datacenters.
Reduzir capacidade todo fim de semana.
Agendar redução da quantidade de instâncias.
A alteração é previsível e horizontal.
Evento online multiplica a demanda por dez.
Dimensionamento horizontal automático.
A frota cresce e diminui com o evento.
Comércio eletrônico tem picos sazonais.
Dimensionamento horizontal automático e dinâmico.
Perfis de métrica ou agenda evitam sobredimensionamento permanente.
O que fornecem domínios de atualização?
Somente parte reinicia durante manutenção planejada.
O processa um domínio por vez.
Principal benefício do conjunto no módulo.
Administração simplificada de um grupo de instâncias.
O serviço centraliza implantação, configuração, capacidade e disponibilidade. Uniform enfatiza identidade; Flexible admite variação controlada.
Microsserviços precisam de capacidade independente.
Dimensionar horizontalmente em pools separados de VMs ou contêineres.
Cada serviço altera sua quantidade sem redimensionar os demais.
O conjunto não cresce durante o pico.
Verificar se o máximo está baixo demais.
O dimensionamento não ultrapassa o máximo; depois investigue cota, métrica, espera e integridade.
12. Revisão resumida de todos os tópicos
Resumo para uma revisão rápida.
Tópico
Lembre-se
Manutenção
Falha prevista pode usar migração ao vivo; falha súbita pode reiniciar; cliente atualiza o convidado.
Conjunto de disponibilidade
Agrupa VMs da mesma camada entre limites de rack; associação ocorre na criação da VM.
Domínio de atualização
Manutenção planejada reinicia um grupo por vez.
Domínio de falha
Unidade de energia e rede compartilhada; separe cópias redundantes.
Zona de disponibilidade
Grupo independente de datacenters; use várias zonas para resistir à perda de uma.
Vertical
Altera o tamanho da VM; é limitado e geralmente disruptivo.
Horizontal
Altera a quantidade; é elástico e exige estado externo e aplicação distribuída.
Conjunto de Dimensionamento
Centraliza capacidade, posicionamento, atualização, integridade e integração com balanceador.
Flexible e Uniform
Flexible aceita maior variação; Uniform segue um modelo; o modo não muda depois.
Criação
Decida imagem, arquitetura, tamanho, risco Spot, zonas, integridade e dispersão.
Automático
Limite com mínimo/padrão/máximo e use métricas sustentadas ou agendas.
Operação
Teste inicialização, investigações, drenagem, cotas, alertas e os dois sentidos.
13. Prática e recursos atuais
Desenhe duas VMs Web e duas de banco em conjuntos separados e identifique todos os domínios.
Refaça a solução em três zonas e indique quais recursos precisam ser duplicados ou redundantes entre zonas.
Explique por que aumentar uma VM não substitui adicionar instâncias quando o serviço deve sobreviver a uma reinicialização.
Crie um perfil para dias úteis, fins de semana, campanha e crescimento inesperado de CPU. Justifique limites, janelas e capacidades.
Use o Microsoft Copilot ou suas anotações para comparar Flexible e Uniform e confirme a resposta na documentação atual.