Modelos de nuvem, responsabilidade compartilhada, Azure Arc, Solução VMware no Azure, consumo, CapEx, OpEx e planejamento de capacidade
Tempo de estudo sugerido: 50 minutos • Nível iniciante • Alinhado ao domínio de conceitos de nuvem do AZ-900
Por João Ricardo Dutra••Conteúdo autoral completo
1. Fundamentals e o papel deste capítulo
Objetivos de aprendizagem
Definir e reconhecer os serviços de TI que podem ser entregues pela Internet.
Explicar como o modelo de muda entre ambiente local, , e .
Diferenciar nuvens pública, privada, híbrida e e escolher um modelo para cada cenário.
Relacionar e a ambientes híbridos e .
Comparar despesas de capital () e despesas operacionais ().
Explicar consumo, pagamento conforme o uso, e planejamento de capacidade na nuvem.
Os quatro eixos do capítulo: conceito, responsabilidade, implantação e economia.
Como estudar este capítulo
Na primeira leitura, procure entender as relações entre os conceitos. Depois, use os diagramas e tabelas para comparar modelos. Na revisão, tente justificar cada decisão: qual modelo de nuvem usar, quem administra cada camada e como o consumo afeta custo e capacidade.
é uma plataforma de que reúne serviços para soluções simples e complexas. Ela pode hospedar aplicações web, executar , oferecer armazenamento remoto e bancos de dados, centralizar identidades com e disponibilizar recursos de inteligência artificial e Internet das Coisas ().
Fundamentals organiza a introdução ao em três trilhas conceituais e uma experiência voltada à exploração prática. O conjunto cobre conceitos de nuvem, arquitetura e serviços do , além de gerenciamento e governança. Conteúdo guiado e verificações de conhecimento ajudam a consolidar o vocabulário.
A trilha atende quem está começando, quem já trabalha com nuvem e quem pretende fazer o Exame AZ-900: Fundamentals. Experiência técnica anterior não é obrigatória, embora conhecimentos gerais de TI facilitem o aproveitamento.
Domínios do Exame AZ-900 e peso relativo informado no material de referência.
Domínio
Peso
Descrever conceitos de nuvem
25–30%
Descrever a arquitetura e os serviços do
35–40%
Descrever o gerenciamento e a governança do
30–35%
2. O que é
é a disponibilização de capacidade computacional por uma rede, normalmente a Internet. Em vez de depender apenas de equipamentos instalados em um próprio, a organização solicita recursos de um provedor e os utiliza como serviços.
Esses serviços incluem infraestrutura tradicional de TI, como , armazenamento, bancos de dados e redes. A mesma plataforma também pode entregar recursos mais especializados, como , aprendizado de máquina e inteligência artificial.
O ponto central não é simplesmente armazenar algo fora da empresa. A nuvem transforma capacidade, software e plataformas em recursos que podem ser provisionados, ampliados, reduzidos e encerrados por demanda.
3. Da compra de infraestrutura ao provisionamento sob demanda
Em um tradicional, ampliar capacidade exige prever demanda, comprar hardware, preparar espaço, energia, refrigeração e rede e, só então, instalar sistemas. Esse ciclo pode levar semanas ou meses e continua gerando custo mesmo quando o equipamento fica ocioso.
Na nuvem, uma equipe pode criar recursos em minutos. Uma loja que espera pico de acessos em uma campanha sazonal pode aumentar a computação durante o evento e reduzi-la quando o tráfego normalizar, sem manter servidores extras durante todo o ano.
Essa abordagem melhora a agilidade, encurta ciclos de teste e permite distribuir serviços em regiões próximas aos usuários. Ela também facilita arquiteturas resilientes em mais de uma região sem exigir que a organização construa vários datacenters físicos.
4. Modelo de
O modelo de separa as tarefas do provedor de nuvem das tarefas do cliente. Em um ambiente local, a organização administra toda a pilha: edifício, energia, refrigeração, rede, servidores, sistemas operacionais, aplicações, identidades e dados.
Ao usar , a Microsoft assume a segurança física dos datacenters, a alimentação elétrica, a refrigeração, a rede física e os hosts físicos. A divisão das demais camadas depende do serviço contratado.
não significa que a segurança foi terceirizada por completo. O provedor protege a plataforma que oferece; o cliente deve proteger o modo como suas identidades, seus dados, suas configurações e seus recursos são usados.
A parcela operacional do cliente diminui de ambiente local para , mas dados e identidades continuam sob sua responsabilidade.
5. Responsabilidades que não desaparecem na nuvem
Independentemente do modelo de serviço, o cliente continua responsável pelas informações armazenadas, pelos dispositivos autorizados a se conectar e pelas contas e identidades de pessoas, aplicações e equipamentos.
O cliente também decide quem recebe acesso, quais funções e políticas são aplicadas e como os dados serão classificados, retidos e protegidos. A Microsoft opera a infraestrutura de identidade, como , mas a organização gerencia seus próprios usuários, grupos, permissões e políticas.
A Microsoft permanece responsável pelo físico, pela rede física e pelos hosts físicos. Sistemas operacionais, controles de rede, aplicações, diretórios e partes da infraestrutura lógica variam conforme , ou .
6. Como a responsabilidade muda entre , e
entrega infraestrutura virtualizada e mantém a maior parcela de responsabilidade no cliente entre os três modelos de serviço. Em do , a Microsoft administra a infraestrutura física e a virtualização, enquanto o cliente mantém sistema operacional convidado, atualizações, aplicações, configurações de rede e dados.
fica no meio do espectro. Em um serviço gerenciado como , a Microsoft mantém a plataforma de banco de dados e a infraestrutura subjacente; o cliente continua responsável pelos dados inseridos, pelas identidades, pela autorização e pelas configurações que controla.
entrega uma aplicação pronta e transfere mais operação para o provedor. Mesmo assim, o cliente ainda administra dados, usuários, dispositivos, políticas de acesso e configurações do locatário. Quanto maior a abstração, menor a manutenção técnica direta, mas a responsabilidade de governança não desaparece.
A parcela operacional do cliente diminui de ambiente local para , mas dados e identidades continuam sob sua responsabilidade.
Ambiente
Dados e identidades
Aplicações
Sistema operacional e rede lógica
Infraestrutura física
Local
Cliente
Cliente
Cliente
Cliente
Cliente
Cliente
Cliente
Microsoft
Cliente
Cliente
Compartilhada
Microsoft
Cliente
Compartilhada
Microsoft
Microsoft
7. Modelos de implantação: público, privado e híbrido
é uma infraestrutura construída e mantida por um provedor que oferece serviços a diferentes clientes. Os recursos são adquiridos sob demanda, sem que cada cliente precise possuir o físico.
atende exclusivamente uma organização. Pode operar no próprio ou em instalações dedicadas de terceiros. Ela oferece controle amplo sobre recursos e segurança, mas exige investimento, manutenção e planejamento de capacidade maiores.
conecta ambientes públicos e privados. A organização decide onde executar cada carga de trabalho e pode usar a para absorver picos temporários, integrar serviços ou atender requisitos específicos de segurança, conformidade e localização.
Modelos de implantação e tecnologias do que ajudam a conectar e administrar ambientes.
8. Como escolher um modelo de nuvem
costuma ser indicada quando rapidez, e ausência de compra inicial de hardware são prioridades. O cliente paga pelo que consome, mas não controla toda a infraestrutura física.
favorece cenários que exigem dedicação de recursos e controle máximo. Em troca, a organização compra, atualiza e mantém hardware e precisa financiar capacidade antes de utilizá-la.
oferece a maior flexibilidade de posicionamento. Ela é adequada quando aplicações e dados precisam permanecer em locais diferentes, mas essa liberdade adiciona integração, conectividade, identidade, observabilidade e governança entre ambientes.
Modelos de implantação e tecnologias do que ajudam a conectar e administrar ambientes.
Modelo
Principal benefício
Principal responsabilidade ou trade-off
Pública
Provisionamento rápido, e sem compra inicial do .
Menor controle sobre a infraestrutura física.
Privada
Recursos dedicados e controle amplo.
Compra, manutenção e atualização ficam com a organização.
Híbrida
Posicionamento flexível entre ambientes público e privado.
Integração e governança tornam-se mais complexas.
Uso de recursos de diferentes provedores públicos.
Políticas, custos e segurança precisam ser coordenados entre plataformas.
9. : mais de um provedor público
significa utilizar dois ou mais provedores de . Uma empresa pode combinar recursos diferenciados, atender requisitos geográficos ou migrar gradualmente de um provedor para outro.
O modelo não é sinônimo de : híbrido combina e privada; combina vários provedores públicos e pode ou não incluir infraestrutura privada. Em ambos os casos, a organização precisa administrar identidades, políticas, custos, inventário e segurança em mais de um ambiente.
10. para gestão híbrida e
estende recursos de gerenciamento do a servidores, Kubernetes e outros recursos executados fora do . O objetivo é oferecer um plano de controle consistente para ambientes locais, híbridos e .
Com , equipes podem organizar inventário, aplicar políticas e observar recursos distribuídos sem afirmar que tudo foi movido fisicamente para o . A tecnologia ajuda a reduzir a fragmentação operacional entre diferentes locais e provedores.
11.
permite executar cargas de trabalho baseadas em VMware em uma implantada no . Isso oferece um caminho para ampliar ou migrar ambientes VMware usando integração e capacidade do .
A solução é útil quando a organização já possui competências, ferramentas e aplicações dependentes do ecossistema VMware. Ela não elimina o planejamento: redes, identidade, dados, continuidade, custos e responsabilidades operacionais ainda precisam ser definidos.
12. Modelo baseado em consumo
No modelo baseado em consumo, a organização utiliza recursos de TI enquanto precisa deles e libera capacidade quando ela deixa de ser necessária. A cobrança acompanha métricas do serviço, como tempo, armazenamento, transações ou capacidade provisionada.
Esse modelo evita a compra antecipada de todo o hardware de um e reduz o risco de manter grande quantidade de capacidade sem uso. Ele também permite adicionar recursos quando a demanda cresce e removê-los quando diminui.
Pagamento conforme o uso não significa custo automaticamente baixo. Recursos esquecidos, dimensionamento excessivo e transferência de dados podem gerar desperdício. O benefício depende de monitoramento, orçamento, automação e disciplina de encerramento.
13. e
, ou despesa de capital, representa investimento inicial em ativos físicos, como servidores, equipamentos de rede, espaço de , energia e refrigeração. O ativo é comprado antes de produzir valor e precisa ser dimensionado para uma demanda futura incerta.
, ou despesa operacional, representa gasto recorrente com serviços ao longo do tempo. Como a nuvem é consumida conforme o uso, seus custos são normalmente tratados como despesa operacional.
A mudança de para troca parte do compromisso antecipado por variabilidade. Isso melhora a capacidade de ajuste, mas exige previsão financeira contínua, limites, alertas e análise de custo por carga de trabalho.
No tradicional, superestimar demanda gera hardware ocioso; subestimar causa falta de capacidade e degradação até que novos equipamentos sejam comprados e instalados.
Na nuvem, a equipe aproxima a capacidade provisionada da demanda real. Pode escalar horizontalmente durante picos e reduzir recursos quando a carga cai. A encurta a reação, mas depende de arquitetura, limites de serviço e automação adequados.
Planejamento continua necessário. A diferença é que ele passa a combinar desempenho, regras de escala, cotas, orçamento e observação do consumo, em vez de se concentrar apenas na compra de hardware.
Provedores de nuvem normalmente oferecem preços de pagamento conforme o uso. Isso ajuda a planejar custos operacionais, usar infraestrutura com mais eficiência e adaptar capacidade conforme a necessidade da carga.
Como a Microsoft mantém energia, refrigeração, hardware e rede física do , equipes podem dedicar mais tempo a aplicações e resultados de negócio. Ainda assim, devem escolher tamanhos, regiões e serviços de forma consciente.
O material oficial também apresenta opções de conta do , incluindo pagamento conforme o uso e ofertas gratuitas com condições próprias. Sempre confira a página atual do antes de assumir duração, créditos ou elegibilidade.
16. Cenários de revisão
Os cenários abaixo retomam a avaliação do módulo com formulações novas. O objetivo é reconhecer o conceito, não memorizar uma frase.
Ao justificar uma resposta, procure três pistas: como o serviço é entregue, quais ambientes participam e qual camada ainda depende do cliente.
Cenário
Resposta
Raciocínio
Uma empresa precisa disponibilizar computação e bancos de dados pela Internet sem construir outro .
O conceito abrange vários serviços computacionais entregues pela rede; não apenas sites ou armazenamento.
A organização mantém uma nuvem dedicada e também usa um provedor público para absorver picos.
O cenário conecta recursos privados e públicos.
A equipe quer o modelo em que administra sistema operacional, aplicação e dados de uma máquina virtual.
Entre , e , mantém a maior responsabilidade técnica no cliente.
17. Síntese do capítulo
entrega recursos computacionais por rede e transforma capacidade em serviço sob demanda.
O cliente nunca deixa de responder por seus dados, identidades, dispositivos e decisões de acesso. A Microsoft sempre administra datacenters, rede física e hosts físicos do .
, privada, híbrida e resolvem necessidades diferentes. ajuda a administrar recursos distribuídos, e apoia cargas VMware no .
Consumo e aproximam capacidade e demanda. A migração de para reduz investimento inicial, mas torna gestão contínua de custos indispensável.
Defina nuvem pelo modo de entrega dos serviços, não apenas pela localização dos dados.
Associe responsabilidade ao nível de abstração: local > > > para o cliente.
Diferencie implantação pública, privada, híbrida e antes de escolher uma tecnologia.
Relacione e consumo ao equilíbrio entre demanda, desempenho e custo.
Use o CSV e a documentação oficial para preservar nomes localizados dos produtos Microsoft.
18. Explore com o Copilot Chat
Use o Copilot Chat como parceiro de revisão, não como substituto da documentação oficial. Peça que ele explique as diferenças e, em seguida, confronte a resposta com os diagramas e referências deste capítulo.
Crie um exemplo empresarial único e mostre quem responde por cada camada em ambiente local, , e .
Compare , privada, híbrida e e recomende uma opção para três organizações com restrições diferentes.
Monte uma comparação financeira entre e para uma carga sazonal que migra para cobrança por consumo.
19. Glossário essencial
O glossário consolida os termos que aparecem em questões introdutórias do AZ-900 e em decisões reais de adoção da nuvem.
Termo
Definição
Entrega de serviços computacionais por rede, com provisionamento e consumo sob demanda.
Divisão das tarefas de segurança e operação entre provedor e cliente.
Infraestrutura como serviço; oferece recursos virtualizados e mantém mais administração com o cliente.
Plataforma como serviço; abstrai infraestrutura e sistema operacional para a aplicação.
Software como serviço; entrega uma aplicação pronta para uso.
Serviços de um provedor disponíveis a diferentes clientes.
Ambiente de nuvem dedicado a uma única organização.
Integração entre nuvens públicas e privadas.
Uso de serviços de dois ou mais provedores públicos.
Tecnologias de gerenciamento do para recursos distribuídos em ambientes híbridos e .
Serviço para executar cargas VMware em uma implantada no .
Despesa de capital aplicada à aquisição antecipada de ativos.
Despesa operacional recorrente associada ao uso de serviços.
Capacidade de aumentar ou reduzir recursos em resposta à demanda.
20. Referências oficiais
As referências abaixo apontam para Microsoft Learn e documentação oficial. Elas também servem para confirmar nomes de produtos e acompanhar mudanças posteriores à publicação deste capítulo.