Serviços de Armazenamento do Azure: Blob, Data Lake, OneLake, Arquivos e Tabelas
Tipos de blob, camadas de acesso, ciclo de vida, redundância, namespaces hierárquicos, compartilhamentos e partições NoSQL
Tempo de estudo sugerido: 90 minutos • Nível iniciante • Alinhado ao plano de estudos DP-900 e à documentação oficial do Microsoft Learn
Por João Ricardo Dutra••Material integral
1. para cargas não relacionais
Bancos relacionais impõem um esquema definido e organizam dados em tabelas. Muitas aplicações precisam guardar documentos, mídia, , arquivos analíticos, pastas compartilhadas ou registros semiestruturados cujos campos variam.
O do oferece serviços de objetos, arquivos e chave/valor. O OneLake oferece um lógico para todo o locatário do . A escolha depende de protocolo, organização, latência, escala, governança e análise.
Resumo do tópico
do e OneLake atendem padrões não relacionais diferentes; escolha pelo modo de organizar, acessar, proteger e analisar os dados.
2. Contas de armazenamento, contêineres e acesso
O mantém grandes volumes de dados binários não estruturados como blobs. Aplicações usam a de de Blobs para ler e gravar esses objetos. A conta de armazenamento é o limite administrativo; dentro dela, contêineres agrupam blobs relacionados.
Permissões podem ser atribuídas no contêiner. A autenticação com e o controle de acesso baseado em função do ( do ) são recomendados porque concedem ações precisas a identidades sem distribuir segredos da conta.
Uma barra no nome do blob cria uma aparência de pastas virtuais. No simples padrão, elas são apenas prefixos de nome; não há controle de acesso nem operação em massa no nível da pasta.
Figura 1 - Contas de armazenamento, contêineres e acesso
Resumo do tópico
Uma conta contém contêineres e blobs; contêineres agrupam e protegem objetos, enquanto pastas virtuais padrão são apenas prefixos.
3. Blobs de blocos, páginas e acréscimo
Um blob de blocos é montado com blocos transferidos separadamente. Cada bloco pode chegar a 4.000 MiB e até 50.000 blocos formam aproximadamente 190,7 TiB. Ele serve para objetos grandes e discretos, alterados com pouca frequência.
Um blob de páginas usa páginas fixas de 512 bytes e permite leitura ou gravação aleatória por página. O máximo é 8 TiB, e o usa esse modelo em discos de máquinas virtuais.
Um blob de acréscimo aceita blocos novos somente no final; blocos existentes não podem ser alterados nem excluídos. Cada bloco chega a 4 MiB e o total supera ligeiramente 195 GiB, adequado para em crescimento contínuo.
Tipo de blob
Padrão de gravação
Uso típico
Blocos
Blocos substituídos ou confirmados
Arquivos e mídia
Páginas
Páginas aleatórias de 512 bytes
Discos virtuais
Acréscimo
Somente no final
Figura 2 - Blobs de blocos, páginas e acréscimo
Resumo do tópico
Use blobs de blocos para objetos gerais, de páginas para discos com acesso aleatório e de acréscimo para fluxos append-only.
4. Camadas de acesso e ciclo de vida
A camada Frequente é o padrão para dados muito acessados. Esporádico reduz o custo de armazenamento, aumenta o de acesso e espera permanência mínima de 30 dias. Frio atende dados raros com recuperação em milissegundos e espera 90 dias.
Arquivo tem o menor custo para dados históricos e expectativa mínima de 180 dias. O blob fica offline: sua reidratação para Frequente, Esporádico ou Frio pode levar até 15 horas. Exclusão antecipada pode gerar cobrança nas camadas com permanência mínima.
Políticas de ciclo de vida usam a idade desde a modificação para trocar a camada automaticamente e excluir dados vencidos. Um fluxo comum começa em Frequente e avança até Arquivo conforme o uso cai.
Camada
Acesso típico
Permanência esperada
Frequente
Frequente
Nenhuma
Esporádico
Pouco frequente
30 dias
Frio
Raro, recuperação rápida
90 dias
Arquivo
Muito raro, offline
180 dias
Figura 3 - Camadas de acesso e ciclo de vida
Resumo do tópico
Equilibre preço de armazenamento, acesso, latência e retenção; políticas automatizam transições e exclusão.
5. Redundância e resiliência regional
O armazenamento com redundância local (LRS) mantém três cópias em um . O armazenamento com redundância de zona (ZRS) distribui cópias em três zonas de disponibilidade da região primária.
O armazenamento com redundância geográfica (GRS) replica de modo assíncrono para uma região secundária distante. O armazenamento com redundância de zona geográfica (GZRS) combina zonas primárias e região secundária.
RA-GRS e RA-GZRS permitem ler a cópia secundária antes do . A decisão deve considerar disponibilidade, desastre, leitura, atraso de replicação e custo.
LRS
ZRS
GRS / RA-GRS
GZRS / RA-GZRS
Três cópias locais
Três zonas primárias
Local mais região secundária
Zonas primárias mais região secundária
Figura 4 - Redundância e resiliência regional
Resumo do tópico
LRS protege no , ZRS entre zonas e GRS/GZRS acrescentam outra região; variantes RA liberam leitura secundária.
6. Gen2
O Gen2 é um em escala de nuvem integrado ao do . Ele mantém economia e recursos do de Blobs, como camadas e ciclo de vida, e acrescenta um sistema de arquivos hierárquico para mecanismos analíticos.
Plataformas como montam esse sistema distribuído para processar enormes conjuntos de dados. O também provisiona o OneLake sobre essa base.
Resumo do tópico
O Gen2 acrescenta hierarquia analítica à base escalável e econômica do de Blobs.
7. hierárquico e permissões
Com o hierárquico, diretórios são recursos reais, não prefixos separados por barras. Renomear, mover, excluir e controlar diretórios pode ser uma operação atômica, útil para cargas analíticas com muitos arquivos.
Listas de controle de acesso (ACLs) compatíveis com POSIX concedem leitura, gravação e execução em arquivos e diretórios. Elas complementam permissões mais amplas do do .
Ative hierárquico ao criar a conta ou atualize uma conta elegível. A conversão é de mão única: não é possível voltar ao simples.
Figura 5 - hierárquico e permissões
Resumo do tópico
O hierárquico habilita diretórios e ACLs detalhadas, mas a conversão da conta não pode ser revertida.
8. Microsoft OneLake no Fabric
Cada locatário do recebe o OneLake automaticamente. Ele é um lógico unificado para toda a organização e armazena dados analíticos estruturados ou não. Vários mecanismos reutilizam os mesmos dados sem cópia nem movimentação.
Espaços de trabalho delegam propriedade às equipes e organizam itens do Fabric com limites de governança. Construído sobre Gen2, o OneLake oferece suporte a e SDKs do ADLS Gen2 e usa o formato aberto Delta Parquet.
O explorador de arquivos do OneLake permite navegar pelo Windows. Assim, há um lago compartilhado, gestão distribuída, compatibilidade aberta e acesso familiar.
Figura 6 - Microsoft OneLake no Fabric
Resumo do tópico
O OneLake oferece um lago organizacional; espaços de trabalho distribuem a gestão e formatos abertos permitem reutilizar os dados.
9. e compartilhamentos na nuvem
Compartilhamentos locais funcionam em uma LAN, mas escalam mal entre sites. Os hospedam compartilhamentos de rede gerenciados, reduzindo hardware e manutenção e oferecendo disponibilidade e capacidade de nuvem.
Compartilhamentos ficam em uma conta e podem ser montados por usuários e aplicações. A capacidade pode ser dividida entre vários compartilhamentos, com cotas. No material de referência, um arquivo chega a 4 TiB e cada arquivo ou diretório admite até 2.000 identificadores simultâneos.
A referência informa até 256 TiB em contas SSD e ainda mais em HDD. Como limites evoluem, confirme valores atuais para a região e o tipo de conta antes da implantação.
Figura 7 - e compartilhamentos na nuvem
Resumo do tópico
Os substituem ou estendem compartilhamentos de rede com armazenamento gerenciado, cotas e montagem familiar.
10. Protocolos, mídia, upload e sincronização
Os oferecem SMB em Windows, Linux e macOS. NFS atende Linux com kernel 4.3 ou posterior e não é compatível com clientes Windows ou macOS. Um compartilhamento NFS exige conta SSD e uma rede virtual para controlar o acesso.
HDD custa menos; SSD entrega maior taxa de transferência por preço superior. O upload pode usar o portal do ou o utilitário .
O centraliza dados nos e sincroniza em Windows Server local. Ele combina escala de nuvem e desempenho local em múltiplos sites.
Escolha
Requisito
SMB
Windows, Linux ou macOS
NFS
Linux 4.3+, conta SSD, rede virtual
HDD
Menor custo
SSD
Maior taxa de transferência
Figura 8 - Protocolos, mídia, upload e sincronização
Resumo do tópico
Escolha SMB ou NFS pelo cliente, HDD ou SSD pelo custo e desempenho, e para manter locais sincronizados.
11. e formato da entidade
O é um serviço de chave/valor. Cada linha representa uma entidade e suas propriedades podem variar, portanto a tabela é semiestruturada e não relacional.
Toda entidade tem chave única composta por PartitionKey e RowKey, além de Timestamp. Não existem chaves estrangeiras, relações, procedimentos armazenados nem exibições. Os dados costumam ser desnormalizados para reunir o registro lógico inteiro.
O for Table usa o mesmo modelo e adiciona maior desempenho e disponibilidade global. A orientação de referência o recomenda para novas cargas.
PartitionKey
RowKey
Timestamp
Agrupa a partição
Único na partição
Última modificação
Figura 9 - e formato da entidade
Resumo do tópico
O guarda entidades flexíveis e desnormalizadas identificadas por PartitionKey e RowKey.
12. Partições, consultas pontuais e de intervalo
PartitionKey agrupa entidades armazenadas juntas. Partições crescem ou diminuem de forma independente e uma tabela pode ter qualquer quantidade; a chave deve refletir os padrões de acesso.
Incluir PartitionKey reduz os dados lidos. Dentro da partição, RowKey ordena as entidades. A chave composta completa produz consulta pontual; um intervalo de RowKey busca um bloco contíguo na partição.
Uma chave ruim pode concentrar tráfego ou exigir varreduras amplas. Modele-a a partir das consultas e da distribuição esperadas.
Resumo do tópico
PartitionKey orienta distribuição e busca; RowKey identifica e ordena entidades na partição para consultas pontuais e de intervalo.
13. Exploração prática do do
O exercício exige uma assinatura do com acesso administrativo. Um roteiro útil cria grupo de recursos e conta, inspeciona redundância e configurações e testa recursos de Blob, Arquivos ou Tabelas.
Valide autenticação e autorização, crie dados representativos, observe e exclua o grupo ao terminar para evitar custos. Registre o método de acesso e o de cada serviço.
Resumo do tópico
A prática conecta conceitos a configurações, segurança, , operações de dados, custos e limpeza.
14. Raciocínio da avaliação
Protocolos distinguem os do de Blobs: Arquivos usa SMB/NFS; blobs usam a de Blob. O ciclo de vida automatiza a troca de camadas.
Um acréscimo pode falhar quando o blob atingiu o tamanho máximo; blobs de acréscimo são ideais para que crescem sem regravar blocos existentes.
Questões do Gen2 dependem do hierárquico. Para imagens raramente acessadas, a camada Arquivo minimiza armazenamento se o tempo de reidratação e a retenção forem aceitáveis.
Resumo do tópico
Associe cada cenário ao diferencial: protocolo, ciclo de vida, gravação do blob, hierárquico ou economia da camada.
15. Revisão do capítulo e checklist da prova
Saiba descrever o de Blobs, comparar blocos/páginas/acréscimo, escolher Frequente/Esporádico/Frio/Arquivo, explicar ciclo de vida e redundância e distinguir namespaces simples e hierárquico.
Também explique OneLake, protocolos e sincronização dos , chaves e partições do e o provisionamento básico de uma conta. Foque em reconhecer requisitos, não em decorar telas.
Resumo do tópico
Para o DP-900, relacione cada serviço ao formato dos dados, acesso, hierarquia, desempenho, proteção e compensações operacionais.