Tempo de estudo sugerido: 55 minutos • Nível iniciante • Alinhado ao domínio Microsoft Entra ID do exame SC-900
Por João Ricardo Dutra••Material integral
1. Introdução
Os primeiros sistemas corporativos de identidade nasceram em um mundo no qual usuários, computadores e servidores permaneciam, em grande parte, dentro da rede da empresa. Diretórios locais, especialmente o , tornaram possível centralizar contas, computadores, grupos e políticas. A adoção de serviços em nuvem, dispositivos móveis, aplicativos SaaS e trabalho remoto mudou esse cenário: a identidade precisava acompanhar o usuário e a aplicação além do domínio físico da organização. O surgiu dessa transição, inicialmente como Windows , depois e, desde 2023, com a marca atual.
Compreender essa evolução ajuda o leitor a perceber por que identidade não é apenas “criar usuários”. Uma plataforma moderna de IAM precisa representar pessoas, dispositivos, aplicativos, automações, parceiros e agentes de IA; autenticar cada entidade; emitir ; aplicar políticas; registrar atividades; e manter o ciclo de vida coerente. Para a sociedade, esse modelo sustenta colaboração remota, serviços digitais, educação on-line, saúde conectada, governo digital e transações financeiras com maior controle e rastreabilidade.
Ao longo deste capítulo, a pergunta central será: como uma organização representa, conecta e governa entidades tão diferentes sem multiplicar credenciais, privilégios e pontos cegos? A resposta começa no tenant do , passa pelos objetos de identidade e chega aos cenários híbridos e externos. Entender essas relações evita a memorização superficial e permite resolver questões do SC-900 por raciocínio.
Ideia-guia do capítulo
Uma identidade é a representação de uma entidade; um principal de segurança é uma identidade capaz de receber permissões; um tenant é a fronteira lógica na qual essas identidades, políticas, consentimentos e registros são administrados.
2. Breve evolução: do diretório local ao
O , introduzido com o Windows 2000 Server, consolidou um modelo de diretório empresarial baseado em domínios, florestas, unidades organizacionais, controladores de domínio e protocolos como Kerberos e LDAP. Esse modelo continua essencial para muitas organizações, sobretudo em estações Windows, servidores locais, políticas de grupo e aplicações legadas. Contudo, ele foi projetado para um ambiente em que o domínio corporativo e a conectividade com controladores de domínio eram referências centrais.
Quando o e o passaram a hospedar aplicações e dados fora da rede local, tornou-se necessário um serviço de identidade nativo da nuvem. O Windows foi lançado como esse serviço. Apesar do nome histórico, ele não era simplesmente “um Active Directory hospedado”: sua arquitetura foi construída para autenticação baseada em Internet, , aplicações modernas, e múltiplos tenants. O nome foi substituído por para reduzir essa confusão e posicionar o produto dentro de uma família mais ampla de identidade e acesso.
A mudança de nome não removeu integrações nem alterou automaticamente licenças e configurações. Ela reforçou uma diferença conceitual importante para o exame: é um serviço de diretório de domínio tradicional; é um serviço de gerenciamento de identidade e acesso baseado em nuvem. Eles podem coexistir e formar uma identidade híbrida, mas não são o mesmo produto.
Comparação entre o Active Directory Domain Services e o Microsoft Entra ID.
Aspecto
Active Directory Domain Services
Microsoft Entra ID
Modelo principal
Domínios e florestas em infraestrutura Windows
Tenant de identidade baseado em nuvem
Protocolos comuns
Kerberos, NTLM, LDAP e DNS
OAuth 2.0, OpenID Connect, SAML e APIs HTTPS
Objetos centrais
Usuários, computadores, grupos e OUs
Usuários, grupos, dispositivos, aplicativos e service principals
Administração
Controladores de domínio, GPOs e ferramentas locais
Centro de administração do Entra, Microsoft Graph e automação
Uso típico
Estações, servidores e aplicações locais
Microsoft 365, Azure, SaaS, apps e acesso moderno
Relação
Pode ser a origem de identidades sincronizadas
Pode receber e governar identidades locais e de nuvem
3. A família
é a família de produtos da Microsoft voltada a identidade, acesso, governança e segurança de conexões. O Entra ID é seu produto fundamental: autentica usuários e cargas de trabalho, emite , aplica políticas e mantém objetos do diretório. Outros produtos ampliam esse núcleo para necessidades específicas, como governança de ciclo de vida, colaboração externa, acesso de rede, identidades de aplicações e agentes de IA.
Figura 1 — Visão conceitual da família e do papel central do .
Produtos da família Microsoft Entra e suas finalidades conceituais.
Componente
Finalidade conceitual
Microsoft Entra ID
IAM baseado em nuvem para usuários, dispositivos, aplicativos e recursos.
Microsoft Entra ID Governance
Automação do ciclo de vida, solicitações, pacotes, revisões e direitos de acesso.
Microsoft Entra ID Protection
Detecção de riscos de usuário e entrada, com suporte a correção baseada em risco.
Microsoft Entra External ID
Colaboração com parceiros e gerenciamento de identidade de clientes em aplicativos.
Microsoft Entra Workload ID
Proteção e governança de identidades não humanas usadas por apps e serviços.
Microsoft Entra Agent ID
Identidade, autorização, governança e auditoria para agentes de IA.
Microsoft Entra Verified ID
Emissão e verificação de credenciais digitais verificáveis.
Internet Access e Private Access
Controle de acesso seguro a Internet, SaaS e recursos privados sob Global Secure Access.
Foco do SC-900
O exame não exige administrar profundamente todos os produtos. Ele exige reconhecer sua finalidade e, neste capítulo, compreender a função do Entra ID e os tipos de identidade que ele representa.
4. O que é o
é o serviço de gerenciamento de identidade e acesso baseado em nuvem da Microsoft. Ele conecta pessoas e identidades não humanas a aplicativos, dispositivos, dados e recursos. Quando uma entidade tenta acessar um recurso protegido, o Entra ID pode autenticar essa entidade, avaliar políticas, emitir um com declarações e permitir que o recurso tome uma decisão de autorização.
O serviço é usado diretamente pelo , pelo e por milhares de aplicativos SaaS. Também pode proteger aplicativos personalizados, internas e soluções multicloud. Isso significa que o Entra ID não se limita a “entrar no portal do ”: ele funciona como provedor de identidade, diretório, emissor de , mecanismo de política e fonte de sinais para decisões de acesso.
Algumas capacidades dependem de licenças específicas, mas a lógica conceitual permanece: objetos representam identidades; credenciais e métodos de autenticação comprovam quem ou o que está solicitando acesso; funções, permissões e políticas controlam o acesso; e registram os eventos. Serviços como , , e governança serão aprofundados em capítulos posteriores.
Funções desempenhadas pelo Microsoft Entra ID.
Função
O que ocorre
Diretório
Armazena objetos e atributos de usuários, grupos, dispositivos, aplicativos e outras identidades.
Autenticação
Verifica a identidade usando senha, certificado, chave, federação, MFA ou outros métodos.
Emissão de tokens
Cria tokens que contêm claims e são apresentados a aplicações e APIs.
Autorização e política
Fornece funções, permissões, consentimentos e sinais usados para permitir ou negar acesso.
Auditoria
Registra entradas, alterações administrativas, consentimentos e atividades relevantes.
Integração
Conecta identidades locais, externas, aplicativos SaaS e workloads em diferentes ambientes.
5. Tenant, diretório, domínios e assinaturas
5.1 Tenant ou locatário
Um tenant é uma instância dedicada e isolada do associada a uma organização. Ele contém objetos, domínios, configurações, políticas, registros de aplicativos e . Cada tenant possui um identificador globalmente único, o tenant ID, normalmente representado por um GUID. Esse identificador é diferente do nome do tenant e dos domínios usados para entrada.
Ao criar um tenant, a organização recebe um domínio inicial, como contoso.onmicrosoft.com. Domínios personalizados, como contoso.com, podem ser adicionados e verificados. A verificação demonstra que a organização controla o domínio e permite utilizá-lo em nomes de entrada, como ana@contoso.com. O domínio não substitui o tenant ID e uma mesma organização pode administrar mais de um tenant por razões jurídicas, geográficas, técnicas ou de segregação.
5.2 Diretório
No uso cotidiano, “tenant” e “diretório” aparecem quase como sinônimos. A diferença de ênfase é útil: tenant destaca a instância isolada e a fronteira administrativa; diretório destaca o conjunto organizado de objetos e atributos existentes nessa instância. Um objeto possui um object ID próprio dentro do tenant, enquanto determinados tipos também têm identificadores específicos, como o application (client) ID de um aplicativo.
5.3 Tenant e assinatura do não são a mesma coisa
Uma assinatura do é uma fronteira de cobrança, quotas e organização de recursos. Para autenticação e autorização, a assinatura confia em um tenant do . Um tenant pode estar associado a várias assinaturas, e cada assinatura mantém uma relação com um tenant em determinado momento. Criar uma assinatura não significa criar uma nova identidade para cada usuário; as identidades do tenant recebem funções sobre assinaturas, grupos de recursos ou recursos específicos por meio do .
Figura 2 — O tenant é a fronteira de identidade; assinaturas e serviços podem confiar nele sem se tornarem o mesmo objeto.
Identificadores usados no Microsoft Entra ID e no Azure.
Identificador
Representa
Exemplo de uso
Tenant ID
A instância do Microsoft Entra ID
Direcionar autenticação ou configurar uma integração.
Object ID
Um objeto específico dentro do tenant
Localizar um usuário, grupo ou service principal.
Application (client) ID
A identidade lógica de um application object
Solicitar tokens para um aplicativo registrado.
Subscription ID
Uma assinatura do Azure
Selecionar o escopo de recursos e faturamento.
UPN
Nome de entrada de um usuário
ana@contoso.com.
Armadilha de prova
Tenant, assinatura e domínio são conceitos relacionados, mas distintos. O tenant contém identidades; a assinatura contém recursos e cobrança; o domínio fornece um namespace de nomes e precisa ser verificado.
6. Tipos de identidade e principais de segurança
Uma identidade é uma representação digital de uma entidade. Em , essa entidade pode ser uma pessoa, um dispositivo, um aplicativo, um serviço, uma automação ou um agente de IA. Para que uma identidade receba permissões e participe de decisões de acesso, ela precisa ser representada como um principal de segurança apropriado. Usuários são user principals; aplicativos e várias identidades não humanas são representados por service principals ou tipos especializados construídos sobre essa infraestrutura.
A classificação ajuda a escolher mecanismos de autenticação e governança. Pessoas podem usar e métodos sem senha; dispositivos constroem confiança de dispositivo; workloads devem evitar contas humanas e segredos estáticos; agentes de IA precisam de identidade própria, patrocinador, permissões específicas e trilha de auditoria. Tratar todas essas entidades como “usuários” leva a credenciais compartilhadas, privilégios excessivos e pouca rastreabilidade.
Figura 3 — Categorias de identidade e o fluxo comum de autenticação, , autorização e auditoria.
Categorias de identidade no Microsoft Entra ID.
Categoria
Exemplos
Característica principal
Humana
Funcionário, administrador, parceiro e cliente
Interage diretamente ou representa uma pessoa.
Dispositivo
Notebook corporativo, celular BYOD, VM registrada
Fornece contexto e confiança sobre o equipamento.
Carga de trabalho
Aplicativo, automação, serviço, contêiner
Executa código e acessa recursos sem ser uma pessoa.
Agente de IA
Agente assistencial ou autônomo
Precisa de identidade granular, delegação e auditoria própria.
7. Usuários, grupos e identidades externas
7.1 Objetos de usuário
Um objeto de usuário representa uma pessoa ou, em casos legados que devem ser evitados, uma conta utilizada por processo. O objeto contém atributos como nome, UPN, endereço de e-mail, cargo, departamento, status, métodos de autenticação, grupos e funções. A origem da identidade pode ser exclusivamente em nuvem, sincronizada de um Active Directory local ou externa.
Tipos e origens de objetos de usuário.
Tipo ou origem
Descrição
Exemplo
Cloud-only
Criado e administrado diretamente no tenant.
Funcionário de uma organização totalmente em nuvem.
Sincronizado
Originado no AD DS e provisionado no Entra ID.
Funcionário com acesso local e Microsoft 365.
Member
Usuário tratado como membro da organização no diretório.
Empregado interno.
Guest
Usuário externo representado por objeto no tenant de recurso.
Consultor de empresa parceira.
Cliente em tenant externo
Identidade de consumidor ou cliente de aplicativo em cenário CIAM.
Usuário de portal de serviços.
Member e Guest são propriedades de tipo de usuário, não uma prova absoluta de vínculo trabalhista ou origem. Um usuário convidado normalmente tem restrições padrão e é criado por colaboração B2B, mas administradores podem alterar propriedades e conceder acesso. A segurança depende de políticas, grupos, funções e revisões, não apenas do rótulo.
7.2 Grupos
Grupos simplificam a administração ao permitir que permissões, licenças e acesso a aplicativos sejam atribuídos a um conjunto de identidades. Grupos de segurança são usados principalmente para controle de acesso. Grupos do também fornecem recursos de colaboração, como caixa de correio, calendário e espaço compartilhado. A associação pode ser atribuída manualmente ou, em edições compatíveis, calculada dinamicamente com base em atributos.
A melhor prática é conceder acesso a grupos sempre que fizer sentido, em vez de criar muitas atribuições individuais. Entretanto, grupos também precisam de proprietários, critérios de associação e revisão. Um grupo dinâmico com regra incorreta pode conceder acesso em massa; um grupo sem proprietário pode manter usuários desligados por tempo excessivo.
Princípio operacional
O usuário é a identidade individual; o grupo é um mecanismo de organização e atribuição. Em geral, o grupo não “faz login”, mas pode receber permissões que serão efetivas para seus membros.
8. Identidades de dispositivo
Uma identidade de dispositivo é um objeto no que representa um equipamento. Ela fornece informações usadas em decisões de acesso e gerenciamento, como ID do dispositivo, proprietário, estado de registro, sistema operacional e vínculo com serviços de gerenciamento. A identidade de dispositivo não substitui a identidade do usuário; ela acrescenta contexto. Uma política pode exigir que o usuário esteja autenticado e que o dispositivo esteja registrado, gerenciado ou em conformidade.
Estados de identidade de dispositivo no Microsoft Entra ID.
Estado
Descrição conceitual
Cenário típico
Microsoft Entra registered
O dispositivo é registrado no tenant, mas o usuário não precisa entrar no sistema operacional com conta corporativa.
BYOD, celulares e computadores pessoais.
Microsoft Entra joined
O dispositivo é associado diretamente ao Entra ID e utiliza conta organizacional para entrada.
Equipamento corporativo orientado à nuvem.
Microsoft Entra hybrid joined
O dispositivo permanece ingressado no AD DS local e também é registrado no Entra ID.
Transição ou coexistência em ambiente híbrido.
Esses estados são frequentemente confundidos com gerenciamento. Registrar ou ingressar um dispositivo cria uma identidade e uma relação de confiança; gerenciá-lo com envolve políticas, configurações e avaliação de conformidade. Os conceitos podem trabalhar juntos, mas não são sinônimos.
Ponto para o exame
Dispositivo registrado está associado ao Entra ID; dispositivo joined pertence ao modelo de entrada da organização; dispositivo hybrid joined mantém relação com e Entra ID. O estado do dispositivo pode ser um sinal de acesso.
9. Aplicativos, registros e aplicativos empresariais
Aplicativos também precisam de identidade. Quando um desenvolvedor registra um aplicativo no , é criado um application object no tenant de origem. Esse objeto funciona como definição ou blueprint: contém identificadores, de redirecionamento, tipos de conta suportados, permissões solicitadas e outros metadados usados pela plataforma de identidade.
Para que o aplicativo seja usado em um tenant, existe uma representação local denominada service principal. No centro de administração, a área App registrations exibe application objects do tenant de origem; a área Enterprise applications exibe service principals, isto é, instâncias locais de aplicações utilizadas no tenant. Essa distinção é uma das mais importantes para administradores e aparece em questões conceituais.
Em um aplicativo single-tenant, o uso é restrito ao tenant previsto. Em um aplicativo multitenant, outros tenants podem consentir com seu uso; cada tenant consumidor cria seu próprio service principal, com consentimentos, atribuições e políticas locais. Assim, um único application object pode originar vários service principals.
Figura 4 — Application object é o blueprint; service principal é a representação concreta e autorizável dentro de um tenant.
Termos relacionados a aplicativos no Microsoft Entra ID.
Termo
Definição resumida
Onde aparece
Application object
Definição lógica e global do aplicativo no tenant de origem.
App registrations.
Service principal
Representação local do aplicativo em um tenant, capaz de receber permissões.
Enterprise applications.
Enterprise application
Experiência administrativa usada para gerenciar service principals e SSO.
Centro de administração do Entra.
Consentimento
Aceite de permissões delegadas ou de aplicação solicitadas.
Durante integração ou administração.
Client ID
Identificador público do application object.
Configuração de autenticação do aplicativo.
10. Service principals e identidades de carga de trabalho
Carga de trabalho, ou workload, é software que executa uma função: aplicativo web, , serviço em segundo plano, , função serverless, máquina virtual, contêiner ou automação. Uma workload identity é a identidade usada por esse software para autenticar e acessar recursos. No , aplicações, service principals e identidades gerenciadas fazem parte desse universo.
Um service principal pode autenticar-se com segredo, certificado, credencial federada ou outro mecanismo suportado. Depois de autenticado, recebe um e age com permissões concedidas. Como não há uma pessoa digitando credenciais, os controles são diferentes: rotação de certificados, restrição de escopo, revisão de permissões, de entradas de service principals e eliminação de credenciais desnecessárias tornam-se fundamentais.
Usar uma conta de usuário para uma automação é uma prática frágil. A senha pode expirar, pode interromper o processo, a conta pode acumular permissões e os deixam de distinguir pessoa e workload. Uma identidade de carga de trabalho torna o propósito explícito e possibilita governança independente.
Opções de autenticação para identidades de carga de trabalho.
Opção de autenticação
Vantagem
Risco ou cuidado
Client secret
Simples de configurar.
É um segredo estático; exige armazenamento e rotação seguros.
Certificado
Mais robusto que segredo textual.
Exige ciclo de vida, proteção da chave privada e renovação.
Credencial federada
Evita segredo local ao confiar em identidade externa, como GitHub ou Kubernetes.
Requer configurar corretamente emissor, subject e audience.
Managed identity
Credencial é administrada pela plataforma Azure.
Disponível em recursos e cenários suportados; permissões ainda precisam ser mínimas.
11. Identidades gerenciadas
Managed identities for resources resolvem um problema recorrente: como permitir que código acesse , Storage, SQL ou outra protegida sem colocar senha, segredo ou certificado em arquivo de configuração. Ao habilitar uma identidade gerenciada, o cria uma representação apropriada no . O código solicita um ao ambiente de hospedagem, e a plataforma cuida da credencial subjacente.
11.1 Atribuída pelo sistema
A identidade gerenciada atribuída pelo sistema nasce junto ao recurso e compartilha seu ciclo de vida. Uma máquina virtual ou App Service recebe uma identidade exclusiva; quando o recurso é excluído, a identidade correspondente também é removida. Ela não pode ser compartilhada entre vários recursos. É adequada quando a identidade pertence claramente a um único recurso.
11.2 Atribuída pelo usuário
A identidade gerenciada atribuída pelo usuário é criada como recurso independente e pode ser associada a um ou mais recursos . Seu ciclo de vida não depende de uma VM ou aplicação específica. Isso permite pré-autorizar uma identidade, reutilizá-la em instâncias que são recriadas e manter permissões consistentes. A Microsoft atualmente recomenda esse tipo para muitos serviços quando a reutilização e a independência são desejáveis.
Identidade gerenciada atribuída pelo sistema versus atribuída pelo usuário.
Característica
System-assigned
User-assigned
Criação
Habilitada diretamente em um recurso.
Criada como recurso Azure independente.
Ciclo de vida
Vinculado ao recurso de origem.
Independente dos recursos que a utilizam.
Compartilhamento
Somente um recurso usa a identidade.
Pode ser associada a vários recursos.
Exclusão
Automática com o recurso.
Deve ser excluída explicitamente.
Uso típico
Aplicação ou VM única.
Frota de recursos, pré-autorização e identidades persistentes.
Regra de segurança
Identidade gerenciada elimina o gerenciamento de credenciais, mas não elimina a necessidade de autorização. Ela só acessará o recurso de destino se receber a função ou permissão adequada.
12. Identidades de agentes de IA
Agentes de IA são softwares capazes de interpretar objetivos, planejar ações e interagir com ferramentas, dados e serviços. Quando um agente lê documentos, consulta , cria tickets ou executa tarefas em nome de usuários, tratá-lo como um aplicativo genérico pode produzir pouca granularidade e auditoria. O estende a infraestrutura de identidade para representar e governar agentes em escala.
Na arquitetura atual, identidades de agente são construídas sobre a infraestrutura de service principals, mas constituem um tipo distinto. Um agent identity blueprint descreve propriedades e capacidades compartilhadas e pode originar várias identidades de agente. O blueprint mantém credenciais e realiza obtenção ou troca de em nome das identidades; cada agente pode ter permissões e registros de auditoria próprios. Esse modelo separa a plataforma que executa agentes da identidade concreta que age.
A noção de sponsor, ou patrocinador responsável, é importante para governança. Uma identidade não humana precisa ter uma pessoa ou unidade responsável por seu propósito, acesso e ciclo de vida. Sem essa responsabilidade, agentes podem permanecer ativos após o projeto acabar, manter permissões excessivas ou executar ações difíceis de atribuir.
Elementos da identidade de agentes de IA.
Elemento
Função conceitual
Agent identity blueprint
Modelo compartilhado que sustenta criação e operação de identidades de agente.
Agent identity
Identidade específica que recebe permissões e aparece nos registros de atividade.
Sponsor
Responsável humano ou organizacional pelo agente e seu ciclo de vida.
Permissões
Podem refletir operações autônomas ou ações delegadas em nome de usuário.
Auditoria
Distingue a identidade do agente, o blueprint e, quando aplicável, o usuário representado.
Para o SC-900
Concentre-se no motivo: agentes de IA precisam de identidade própria, privilégio mínimo, governança e auditoria. A implementação é recente e evolui rapidamente; detalhes de administração podem mudar além do escopo fundamental do exame.
13. Identidade híbrida
Identidade híbrida é o modelo em que uma organização conecta capacidades locais e de nuvem para fornecer uma identidade comum. O usuário pode existir inicialmente no , ser provisionado no e utilizar o mesmo nome de entrada para acessar estações locais, , e aplicativos SaaS. A meta não é manter duas contas independentes manualmente, mas coordenar ciclo de vida e atributos.
Provisionamento é o processo de criar, atualizar, habilitar, desabilitar ou remover objetos conforme regras. Sincronização mantém atributos correspondentes entre diretórios. Autenticação é o processo de comprovar a identidade durante a entrada. Essas três palavras se relacionam, mas não são sinônimos. Uma organização pode sincronizar usuários e escolher diferentes métodos de autenticação híbrida.
13.1 Origem de autoridade
A origem de autoridade indica onde determinado atributo ou objeto é administrado. Para um usuário sincronizado, vários atributos continuam sendo controlados no e enviados ao Entra ID. Alterá-los apenas na nuvem pode ser impedido ou sobrescrito pela próxima sincronização. Em ambientes cloud-only, a origem é o próprio Entra ID. Definir claramente essa autoridade evita divergências e alterações perdidas.
13.2 Correspondência e source anchor
O mecanismo de sincronização precisa associar o objeto local ao objeto correto na nuvem. Para isso, utiliza atributos de correspondência e um identificador estável, frequentemente chamado source anchor. Alterações de UPN, e-mail ou nome não devem criar automaticamente uma nova pessoa. Erros de correspondência podem produzir objetos duplicados ou conectar identidades erradas, por isso planejamento de domínios e limpeza de diretório são etapas críticas.
Figura 5 — Identidade híbrida combina provisionamento e sincronização com um método de entrada apropriado.
14. e
14.1
é uma aplicação instalada no ambiente local para atender objetivos de identidade híbrida. Seu componente de sincronização, , lê objetos e atributos de diretórios locais, processa regras no mecanismo de sincronização e exporta alterações para o . Ele sucedeu ferramentas históricas como DirSync e Sync.
O oferece recursos maduros e cenários complexos, mas exige servidor, banco de dados local, atualização, monitoramento e planejamento de alta disponibilidade. Staging mode permite manter um servidor adicional preparado sem exportar alterações até ser ativado. Connect Health fornece monitoramento de componentes híbridos em cenários licenciados.
14.2
é uma abordagem moderna e gerenciada pela nuvem. Agentes leves instalados localmente conectam o ao serviço de provisionamento na nuvem. Essa arquitetura reduz a dependência de um servidor de sincronização completo, facilita múltiplos agentes e pode atender cenários com florestas desconectadas. A Microsoft apresenta o como direção estratégica para sincronização híbrida, embora a escolha dependa dos recursos e requisitos da organização.
Comparação entre Microsoft Entra Connect Sync e Cloud Sync.
Critério
Connect Sync
Cloud Sync
Arquitetura
Mecanismo de sincronização completo executado em servidor local.
Configuração e processamento majoritariamente na nuvem com agentes locais leves.
Operação
Maior responsabilidade por servidor, atualização e banco local.
Menor infraestrutura local e agentes múltiplos para disponibilidade.
Maturidade e recursos
Amplo conjunto de recursos e personalizações documentadas.
Evolução rápida; verificar compatibilidade do cenário.
Direção
Continua suportado em cenários compatíveis.
Apresentado pela Microsoft como direção estratégica para novas sincronizações.
Decisão
Adequado quando requisitos exigem seus recursos específicos.
Preferível quando atende ao cenário com arquitetura mais simples.
Não memorize “um sempre substitui o outro”
Para o exame, reconheça que ambos viabilizam identidade híbrida. Em projeto real, use a matriz oficial de recursos e a ferramenta de avaliação para escolher. Compatibilidade e migração mudam com a evolução do produto.
15. Sincronização de e métodos de entrada híbridos
15.1 -
Na sincronização de de senha, o processa uma representação derivada do de senha existente no e envia um adicional para o por canal protegido. A senha em texto simples não é sincronizada, e o original do não é enviado diretamente. Quando o usuário entra na nuvem, o Entra ID valida a senha usando o valor armazenado em sua infraestrutura.
Uma forma útil de lembrar é “ do ”, embora a implementação inclua sal e funções adicionais. O objetivo conceitual é permitir autenticação na nuvem com a mesma senha sem depender do controlador de domínio local a cada entrada. Isso melhora resiliência e reduz dependência de conectividade, além de permitir que sinais de credenciais vazadas sejam aplicados a identidades híbridas em cenários suportados.
15.2 -
Na autenticação de passagem, o usuário informa a senha à experiência de entrada do Entra ID, e agentes locais validam a credencial contra o Active Directory. A validação depende da infraestrutura local e dos agentes disponíveis. O pode atender organizações que não desejam manter uma representação de para autenticação na nuvem, mas exige planejamento de disponibilidade e conectividade.
15.3 Federação
Na federação, o confia em um serviço de federação, como ou outro provedor compatível, para autenticar o usuário. O federado aplica sua lógica e emite uma asserção ou reconhecido pela Microsoft. O modelo oferece controle e integração com requisitos específicos, mas adiciona infraestrutura, certificados, disponibilidade e complexidade operacional.
15.4 Password writeback e
Password writeback permite que determinadas alterações ou redefinições de senha realizadas na nuvem sejam gravadas de volta no em cenários configurados e licenciados. Isso é diferente de : envia material derivado da senha local para autenticação na nuvem; writeback envia uma nova senha definida na nuvem para o ambiente local. Seamless pode reduzir solicitações de credencial em dispositivos corporativos, mas também é uma capacidade distinta do método de sincronização.
Onde ocorre a validação e a dependência local em cada método de entrada híbrido.
Conceito
Onde ocorre a validação principal
Dependência local durante a entrada
PHS
No Microsoft Entra ID.
Baixa: a entrada em nuvem pode continuar sem o AD DS disponível.
PTA
No AD DS por agentes locais.
Sim: agentes e conectividade precisam estar disponíveis.
Federação
No provedor de identidade federado.
Sim: o serviço federado precisa responder.
Armadilha importante
Sincronizar usuários não determina automaticamente como eles autenticarão. Provisionamento/sincronização e método de entrada são decisões separadas, embora configuradas no mesmo projeto híbrido.
16. e colaboração B2B
reúne capacidades para trabalhar com pessoas de fora da organização. Em um workforce tenant, B2B collaboration permite compartilhar aplicativos e recursos corporativos com parceiros e convidados sem criar e administrar uma senha interna separada para cada pessoa. O usuário normalmente autentica com sua própria identidade de origem, enquanto o tenant de recurso controla autorização e políticas locais.
16.1 Convite e resgate
No fluxo tradicional, um usuário ou administrador envia um convite. O parceiro resgata esse convite e autentica usando uma conta corporativa, conta Microsoft, código de uso único por e-mail ou outro provedor configurado. Após o resgate, o tenant de recurso mantém um objeto de usuário que normalmente possui userType Guest. Em representações históricas, o UPN pode incluir o marcador #EXT#, mas o convidado continua utilizando suas credenciais de origem.
Essa separação é poderosa: a organização de origem administra credencial e ciclo de vida da conta doméstica; a organização de recurso decide quais aplicativos, grupos, sites e dados o convidado acessa. Se o parceiro deixar a empresa, sinais entre tenants e processos de governança podem reduzir risco, mas o tenant de recurso ainda deve revisar e remover acessos que não são mais necessários.
16.2 Configurações entre tenants
Cross-tenant access settings controlam confiança e restrições de entrada e saída entre organizações . Podem determinar colaboração B2B, confiança em ou estado de dispositivo de outro tenant e acesso por organização. External collaboration settings controlam, entre outros pontos, quem pode convidar convidados e quais domínios podem ser permitidos ou bloqueados. São camadas complementares, não sinônimas.
16.3 B2B direct connect
B2B direct connect cria uma relação de confiança mútua para colaboração direta entre tenants. O cenário atual mais conhecido é Teams shared channels, no qual usuários colaboram com suas identidades domésticas sem serem adicionados como convidados tradicionais no outro tenant. O recurso exige configuração entre as organizações e não deve ser confundido com convite B2B comum.
Figura 6 — B2B atende colaboração da força de trabalho; B2C/CIAM atende identidades de clientes em aplicativos.
17. B2B, B2C e CIAM: diferenças conceituais
B2B significa business-to-business e descreve colaboração entre organizações. O usuário externo acessa recursos de uma força de trabalho, geralmente mantendo sua identidade de origem. B2C significa business-to-consumer e descreve relacionamento entre uma organização e consumidores. Em identidade, esse domínio costuma ser chamado CIAM - Customer Identity and Access Management - e envolve autoinscrição, recuperação de conta, provedores sociais, consentimento, personalização de marca e grande escala.
Na arquitetura atual do , a organização usa um workforce tenant para empregados e colaboração B2B. Para aplicativos voltados a consumidores ou clientes comerciais, cria um external tenant separado, configurado para CIAM. Esse tenant contém os usuários dos aplicativos e oferece fluxos de inscrição e entrada próprios. Separar os cenários reduz exposição dos recursos internos e permite políticas adequadas ao público externo.
é o produto legado conhecido por muitos profissionais. A Microsoft informa que ele não está disponível para compra por novos clientes desde 1º de maio de 2025; tenants existentes continuam sendo tratados pela documentação de migração e suporte aplicável. Para novos projetos, a direção é em external tenants. Para o SC-900, a distinção conceitual é mais importante que detalhes comerciais: B2B é colaboração com parceiros; B2C/CIAM é identidade de clientes em aplicações.
Diferenças conceituais entre B2B collaboration e B2C/CIAM.
Aspecto
B2B collaboration
B2C / CIAM
Público
Parceiros, fornecedores, consultores e convidados.
Consumidores e clientes de aplicações.
Tenant típico
Workforce tenant que contém recursos corporativos.
External tenant dedicado aos aplicativos de clientes.
Entrada
Usuário traz identidade corporativa, social ou método permitido.
Autoinscrição, identidade local, social ou federada.
Objeto
Normalmente guest no tenant de recurso.
Conta de cliente no diretório do external tenant.
Experiência
Colaboração e acesso a recursos empresariais.
Jornada de marca, consentimento e suporte ao consumidor.
Exemplo
Fornecedor acessa um site SharePoint.
Cliente entra em um aplicativo de comércio eletrônico.
18. Cenário prático integrado
Considere a Contoso, uma empresa com Active Directory local, , workloads no e um portal para clientes. Ela deseja reduzir senhas técnicas, colaborar com fornecedores e preparar agentes de IA para atendimento interno. A arquitetura de identidade pode ser raciocinada em camadas.
A Contoso utiliza um workforce tenant do . Seus domínios contoso.com e subsidiarias são verificados no tenant.
Usuários e grupos do são provisionados para o Entra ID. A empresa avalia para novos ambientes e mantém onde há requisitos ainda não cobertos.
é escolhido como método primário de entrada em nuvem por simplicidade e resiliência. Password writeback é configurado para integrar redefinição de senha ao .
Notebooks corporativos modernos são joined e gerenciados; equipamentos em transição permanecem hybrid joined; dispositivos pessoais são registered quando permitido.
Uma aplicação interna é registrada no tenant. Seu application object define autenticação; o service principal local recebe atribuições e políticas.
Um App Service usa identidade gerenciada atribuída pelo usuário para ler segredos do . Nenhum client secret é armazenado no código.
Fornecedores são convidados por B2B e adicionados a grupos específicos. Pacotes e revisões de acesso serão usados para limitar duração e confirmar necessidade.
O portal de clientes é registrado em um external tenant de CIAM, separado do workforce tenant, com autoinscrição e provedores sociais.
Cada agente de IA recebe identidade de agente e permissões mínimas para as ferramentas necessárias, com sponsor e específicos.
Como resolver questões de cenário
Primeiro identifique a entidade: pessoa, dispositivo, aplicativo, parceiro, cliente ou agente. Depois identifique a fronteira: tenant interno, tenant externo ou . Por fim, escolha o mecanismo: sincronização, service principal, managed identity, B2B ou CIAM.
19. Boas práticas de arquitetura e segurança
19.1 Use privilégio mínimo e identidades específicas
Conceda somente as permissões necessárias, no escopo necessário e pelo tempo necessário. Separe contas administrativas de contas de produtividade. Para workloads, crie identidades por função ou componente quando isso melhorar isolamento e auditoria. Evite uma única identidade altamente privilegiada compartilhada por muitas automações.
19.2 Elimine segredos sempre que possível
Prefira managed identities para workloads no e credenciais federadas para plataformas externas compatíveis. Quando segredo ou certificado for inevitável, use cofre, expiração, rotação e alertas. Nunca incorpore credenciais em código-fonte, imagem de contêiner ou arquivo distribuído sem proteção.
19.3 Controle o ciclo de vida
Toda identidade precisa de criação, manutenção e encerramento. Defina proprietários para grupos, aplicativos, service principals e agentes. Desabilite identidades órfãs, remova credenciais antigas e revise consentimentos. Em B2B, acesso externo deve ter prazo e justificativa quando possível.
19.4 Planeje a origem de autoridade
Em ambientes híbridos, documente quais atributos são administrados no e quais são cloud-managed. Teste alterações de UPN, fusões, desligamentos e recuperação. Monitore erros de sincronização e mantenha procedimentos para falha do componente híbrido.
19.5 Use e sinais
Entradas de usuários, service principals e identidades gerenciadas produzem registros distintos. Audite alterações administrativas, consentimentos e atribuições. Identidades modernas são valiosas justamente porque permitem atribuir ações a uma entidade específica; compartilhar conta ou credencial destrói essa capacidade.
Riscos comuns de arquitetura de identidade e melhorias correspondentes.
Risco
Sinal de desenho fraco
Melhoria
Credencial exposta
Segredo no código ou pipeline.
Managed identity, federação de workload ou cofre com rotação.
Privilégio excessivo
Aplicativo com acesso de administrador global.
Permissão mínima e escopo específico.
Objeto órfão
Service principal sem proprietário conhecido.
Owner, sponsor, revisão e expiração.
Duplicidade híbrida
Usuário local e cloud-only para a mesma pessoa.
Planejar matching, UPN e source anchor.
Convidado permanente
Parceiro mantém acesso após fim do contrato.
Revisão, pacote de acesso e remoção automatizada.
Baixa rastreabilidade
Muitas automações usam a mesma conta humana.
Identidades específicas de workload e logs separados.
20. Revisão para o SC-900 e armadilhas de prova
Palavras-chave de questões e o conceito em que pensar primeiro.
Quando a questão mencionar...
Pense primeiro em...
Serviço IAM baseado em nuvem da Microsoft
Microsoft Entra ID.
Instância isolada de uma organização
Tenant ou locatário.
Definição de um aplicativo no tenant de origem
Application object / app registration.
Representação local e autorizável de um aplicativo
Service principal / enterprise application.
Aplicativo Azure sem segredo administrado pelo desenvolvedor
Managed identity.
Mesma identidade em AD DS e nuvem
Identidade híbrida e sincronização.
Hash derivado enviado para autenticação na nuvem
Password Hash Synchronization.
Validação da senha no AD DS por agente
Pass-through Authentication.
Parceiro usa sua própria identidade em recurso corporativo
B2B collaboration.
Clientes se registram em aplicativo de consumo
External tenant e CIAM.
Identidade não humana para software
Workload identity.
Agente de IA com permissões e auditoria próprias
Microsoft Entra Agent ID.
20.1 Confusões frequentes
não é um controlador de domínio hospedado e não substitui automaticamente todas as funções do .
Tenant e assinatura do não são a mesma fronteira.
App registration e enterprise application não são duas aplicações independentes; normalmente representam application object e service principal.
Managed identity é um tipo especial de identidade para workload, não um usuário humano sem senha.
Identidade híbrida não significa que a senha em texto simples é copiada para a nuvem.
B2B não é um portal para consumidores; B2C/CIAM não é a forma padrão de convidar um fornecedor para SharePoint.
Dispositivo registrado, joined e gerenciado são conceitos diferentes, ainda que possam coexistir.
Uma identidade autenticada ainda precisa ser autorizada para cada recurso.
Resumo em uma frase
mantém a fronteira de identidade na nuvem; representa pessoas e entidades não humanas; integra diretórios locais; e estende confiança a parceiros, clientes, workloads e agentes com políticas e auditoria.
21. Conclusão
O é o núcleo de identidade da nuvem Microsoft. Seu valor não está apenas em armazenar contas, mas em representar entidades diferentes dentro de uma fronteira lógica, autenticar essas entidades, emitir , aplicar políticas e registrar atividades. Tenants, usuários, grupos, dispositivos, application objects e service principals formam a linguagem básica usada para compreender o produto.
As identidades não humanas ganham importância crescente. Workload identities e managed identities permitem que aplicações acessem recursos sem depender de contas humanas e, em muitos casos, sem segredos administrados manualmente. amplia essa lógica para agentes de IA, acrescentando separação entre blueprint, identidade do agente, permissões, sponsor e auditoria.
Ambientes híbridos demonstram que modernização raramente acontece de uma vez. e Entra ID podem coexistir por meio de provisionamento e sincronização, usando ou e métodos de entrada como , ou federação. Já separa colaboração B2B de experiências de clientes em CIAM. Minha avaliação é que dominar essas distinções é mais valioso do que decorar nomes: quando o leitor entende qual entidade existe, em qual tenant e com qual responsabilidade, a arquitetura se torna previsível e as questões do SC-900 deixam de parecer uma lista desconectada de produtos.
Próximo passo da trilha
Com os tipos de identidade e os ambientes híbridos compreendidos, o próximo capítulo aprofunda como essas identidades comprovam quem são: métodos de autenticação, , , FIDO2, , SSPR e tecnologias sem senha.
22. Questões de revisão
1. Uma organização registra um aplicativo multitenant no tenant A. Quando o tenant B concede consentimento para usar esse aplicativo, qual objeto representa a instância local no tenant B?
A) Um novo tenant do .
B) Um service principal.
C) Um usuário convidado.
D) Uma identidade de dispositivo.
Gabarito comentado
Resposta correta: B. O application object permanece no tenant de origem; cada tenant consumidor cria seu próprio service principal, que recebe consentimentos e permissões locais.
2. Qual opção permite que um App Service acesse o sem que o desenvolvedor armazene client secret no código?
A) Usuário convidado B2B.
B) Grupo dinâmico.
C) Identidade gerenciada.
D) Sincronização de de senha.
Gabarito comentado
Resposta correta: C. Managed identity fornece ao recurso uma identidade no Entra ID e permite obtenção de sem expor credenciais ao código. A identidade ainda precisa receber autorização no .
3. Uma empresa quer que funcionários do usem a mesma senha para autenticar diretamente na nuvem, mesmo durante indisponibilidade dos controladores de domínio locais. Qual método é mais compatível com esse objetivo?
A) .
B) .
C) B2B direct connect.
D) Apenas federação com .
Gabarito comentado
Resposta correta: A. Com , uma representação derivada do é mantida no Entra ID, permitindo validação na nuvem sem consultar o a cada entrada.
4. Qual afirmação diferencia corretamente B2B de B2C/CIAM?
A) B2B é para clientes anônimos; CIAM é apenas para administradores.
B) B2B compartilha recursos corporativos com parceiros; CIAM gerencia inscrição e entrada de clientes em aplicativos.
C) B2B e CIAM são nomes diferentes para a mesma configuração de tenant.
D) CIAM exige que todo cliente tenha uma conta de funcionário no workforce tenant.
Gabarito comentado
Resposta correta: B. B2B atende colaboração com parceiros e convidados. B2C/CIAM atende consumidores e clientes de aplicações, normalmente em um external tenant dedicado.
23. Referências e fontes de aprofundamento
Base primária do escopo: plano de estudos SC-900 fornecido pelo usuário, Capítulo 3 - , Tipos de Identidade e Ambientes Híbridos.
Fontes oficiais consultadas em 23 de julho de 2026. Como os serviços de nuvem evoluem continuamente, detalhes de licenciamento, disponibilidade regional, nomes de menus e recursos em versão preliminar devem ser confirmados na documentação atual antes de uma implementação real.
Encerramento do capítulo
Você concluiu os tipos de identidade e os ambientes híbridos do . O próximo passo natural é estudar os métodos de autenticação modernos: , , FIDO2, , SSPR e as tecnologias sem senha.